Future-se é debatido pela comunidade acadêmica do CAV

Em mais uma edição da reunião aberta sobre o projeto privatista Future-se, realizada pela reitoria da UFPE no Centro Universitário de Vitória (CAV), o Reitor Anísio Brasileiro e o Pró-reitor Thiago Neves apresentaram informações sobre os cortes que a universidade vem sofrendo do Governo Federal, e recolheram percepções de professores e estudantes sobre o projeto do Ministério da Educação.

A mesa do encontro, que já tinha acontecido no campus de Caruaru na última quarta-feira, contou também com as presenças do diretor da ADUFEPE Audisio Costa, do secretário executivo da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (FADE), professor Maurício Assuero, e do diretor do CAV, José Eduardo Garcia.

“A realização das reuniões foi uma decisão tomada no Conselho Universitário conjuntamente com a ADUFEPE, Sintufepe e o movimento estudantil, através da UNE e da UEP, no sentido de mobilizar a comunidade acadêmica de Caruaru, Vitória e Recife, para que nós possamos discutir o bloqueio do orçamento na universidade e manter a luta pelo desbloqueio”, comentou Anísio Brasileiro. Questionado por estudantes sobre o posicionamento da reitoria diante do Future-se, o reitor reforçou o caráter destrutivo do projeto no quesito da autonomia universitária.

Ponto de vista também defendido pelo secretário da FADE: “não será necessária a presença de um reitor, pró-reitor e dos diretores de centros. Essas pessoas poderão ser contratadas diretamente pela OS (Organização Social indicada pelo MEC) para fazer a gestão da universidade”, enfatizou Maurício Assuero. Maurício também abordou as perdas para a classe docente quando alertou que “os professores talvez não tenham noção ainda do que se propõe este projeto. Mas está dito lá nas entrelinhas (do Future-se) que a pesquisa vai ser feita após o comprimento da carga horária do docente, então, efetivamente o que se quer é professor em sala de aula”.

Presente na mesa, o diretor Audisio Costa fez análises sobre o momento político em que o Future-se é imposto. Ficou por conta dele o discurso de mobilização, colocando os estudantes como principais agentes de resistência: “Eu acredito que a grande mudança vai acontecer quando houver uma grande mobilização estudantil. Foi assim que fizemos para derrotar a ditadura, por que a grande massa de poder crítico desse Brasil está com os estudantes”, disse ele.

Na próxima segunda-feira está agendada mais uma edição da reunião aberta, dessa vez no campus Recife, às 14h, no Clube Universitário.

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