ADUFEPE marca presença em seminário sobre consequências da reforma do Ensino Médio

O evento aconteceu em São Paulo e discutiu estratégias de enfrentamento da privatização e comercialização da educação.

Por Joyce Santos

Para fortalecer a educação pública, foi realizado, nesta terça-feira e quarta-feira (27 e 28), em São Paulo, o seminário internacional “Reforma do Ensino Médio e BNCC: Impactos na Carreira e Formação dos Profissionais da Educação e Estudantes”. O evento reuniu educadores e especialistas de todo o Brasil para debater os rumos da reforma do Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O primeiro dia do evento foi dedicado a discussões sobre a privatização e a mercantilização da educação, tendo à frente a professora Fátima Silva, secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Participaram da mesa de abertura ainda os representantes do Sinpeem, Célia Cordeiro da Costa; do Proifes, Geovana Reis, e da Afuse, João Marcos de Lima.

No segundo dia do evento as novas tecnologias, que desafiam e alteram a dinâmica de ensino, ganharam espaço por meio da mesa-redonda “Possibilidades, alcances, limitações e formação das Novas Tecnologias de Informação Comunicação – NTICs no Ensino Médio, que contou com a participação do presidente da ADUFEPE, José Edeson Siqueira.

Siqueira apresentou dados de uma pesquisa elaborada pelo CETIC sobre a rede de ensino, apontando um dado importante: as escolas públicas pesquisadas demonstraram maior criatividade na utilização dos recursos, mesmo possuindo-os de forma mais limitada. O estudo foi baseado ainda em levantamento do Ipea intitulado Análise do Uso das TICs em Escolas Públicas e Privadas a partir da Teoria da Atividade de autoria de Willian Washington Wives, Luis Claudio Kubota e Tel Amiel. Na visão de Siqueira, o professor ocupa espaço de motivador dos recursos disponíveis e, nem de longe, terá o seu papel em sala de aula reduzido.

“Quando pensamos em tecnologia e educação pública, temos que pensar no fomento de políticas para gestão da escola. E mais que isso: políticas de governo. Políticas para equipar as escolas, para investir em capacitação, instrumentalizar os estudantes e avançar no processo ensino-aprendizagem”, disse Siqueira.

Participaram ainda do debate a secretária de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE, Selene Barboza Michielin, e a representante da Secretaria Executiva da CNTE, Girlene Lázaro da Silva. Por sua vez, Girlene foi responsável por fazer o contraponto entre o avanço da tecnologia, sua utilização nas escolas públicas e os resultados efetivos das práticas pedagógicas que contam com os novos recursos. A diretora da Adufepe Zélia Porto  também prestigiou o evento em São Paulo.

O seminário internacional “Reforma do Ensino Médio e BNCC: Impactos na Carreira e Formação dos Profissionais da Educação e Estudantes” será encerrado no final da tarde desta quarta-feira. O encontro integra a Campanha Mundial de Combate à Privatização da IE e teve apoio da fundação alemã Friedrich-Ebert-Stiffung (FES), voltada a iniciativas para a formação política e social em defesa da democracia em todo o mundo.

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