Importância da arte no cotidiano universitário é ressaltada

Compartilhar

  • Facebook
  • Whatsapp
  • Twitter
  • E-mail
  • Imprimir

Importância da arte no cotidiano universitário é ressaltada

8 de novembro de 2018 | Por: Joyce Santos

Na tarde de quarta-feira (7), o II Congresso UFPE em Debate realizou a mesa-redonda Universidade e Arte, no Auditório Paulo Rosas, na ADUFEPE. A discussão expôs a necessidade de uma maior valorização, por parte das instituições de ensino superior, do ensino e da produção de arte. Sob coordenação da chefe do Departamento de Expressão Gráfica, Auta Luciana Laurentino (UFPE), a discussão reuniu a doutora em Artes e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Educação e Arte (Gearte), Analice Dutra Pillar (UFGRS), e o coordenador da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPE, Luís Augusto Reis.

A gaúcha Analice Pillar deu iniciou ao debate com a exposição de uma ampla análise histórica a respeito da introdução da arte e das universidades no Brasil. De acordo com ela, ainda no período pré-colonial, os indígenas já produziam arte através dos elementos naturais que dispunham. Analice frisa que, após a chegada de Portugal e, consequentemente, das academias voltadas à arte neoclássica, houve um afastamento da arte por parte da população, o que acabou criando a necessidade da produção e do ensino de um novo modelo artístico nacional por parte dos artistas brasileiros.

Para a pesquisadora, o plano de ensino voltado à arte, desde então, tem como base fundamental a fuga a determinados padrões convencionados. “Padrões são macronarrativas que induzem o que nós vestimos, comemos e usamos. Por isso, precisamos ficar atentos aos padrões impostos por produções artísticas como, por exemplo, o audiovisual”, diz a educadora. Ainda em relação ao ensino da arte na pós-modernidade, ela conclui: “Antes o ensino era realizado em cima da produção e, atualmente, ele se baseia nos questionamentos e na recontextualização”.

Sobre a necessidade da valorização da arte dentro do universo acadêmico, o professor Luís Reis defendeu a importância da arte para a produção do conhecimento: “A arte foge do campo da utilidade e adentra o campo daquilo que é imprescindível. Ela sempre terá lugar na formação educacional do ser humano”. Sobre o atual contexto político nacional, o professor acredita que, ao valorizar o belo, a arte assume um importante papel perante a sociedade: “Arte ajuda a valorizar no outro o que não há em mim. Ela olha para o ser humano em busca do bom, do belo, e esse belo é o que nos move”.

Ao final da mesa-redonda, diversos componentes da comunidade acadêmica puderam fazer perguntas aos convidados. Entre os principais temas questionados, os discentes tinham interesse em compreender de que maneiras poderiam inserir produções artísticas no ambiente da academia. De acordo com os especialistas, as universidades necessitam, inicialmente, proteger e divulgar os acervos artísticos da instituição. Além disso, é preciso que sejam criados projetos a fim de incentivar a produção e o compartilhamento de materiais artísticos entre os alunos.