Financiamentos, arte e educação básica na pauta do segundo dia do congresso

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Financiamentos, arte e educação básica na pauta do segundo dia do congresso

7 de novembro de 2018

Por Lucas Daniel

Inspirado no tema Universidade de Ideias e Ideias de Universidade, o II Congresso Universidade em Debate, realizado pela ADUFEPE, chega ao seu segundo dia marcado pela diversidade de assuntos a serem debatidos nas mesas-redondas. Ciência, Cultura, Tecnologia e Inovação; Universidade Pública e Financiamento; Universidade e Arte; Universidade e Educação Básica são algumas das temáticas principais que nortearão as palestras desta quarta-feira, 7 de novembro.

Além de professores da UFPE, o congresso conta com convidados de várias universidades do País, a exemplo de Remi Castioni (UnB), que participa da mesa Universidade, Ciência, Cultura, Tecnologia e Inovação, das 9h às 12h, no Auditório Barbosa Lima Sobrinho (CFCH). Além dele, participa o físico Celso Pinto de Melo (UFPE), presidente da Sociedade Brasileira de Física de 2009 a 2013. Maria Aparecida Guilherme da Rocha (Cecine-UFPE) coordena a discussão.

Ainda no período matutino, no mesmo horário, o Auditório Paulo Rosas (ADUFEPE) abriga a mesa Universidade Pública e Financiamento, com o presidente da Facepe, Abraham Sicsú, e o pesquisador do Ipea, Paulo Meyer. A coordenação é do professor Gorki Mariano (UFPE).

A quarta feira contará ainda, das 14h às 16h, com o Fórum  Desafios e Perspectivas para um Projeto de Universidade, com coordenação do diretor da ADUFEPE Audísio Costa, no Auditório 03 da Biblioteca Central. Representantes do movimento docente, discente e técnicos estarão presentes neste debate.

“A instituição universidade é aquela que hoje permite desenvolver ciência, inovação tecnológica, formação de quadros técnicos de excelente qualidade e, mais ainda, fazer extensão, para traçar uma correlação entre o conhecimento e a prática do cotidiano na comunidade, na sociedade de um modo geral. Daí a importância que tem hoje o papel da universidade para o desenvolvimento local. Você pode observar onde há universidade, há um desenvolvimento local indiscutível, pois ela forma quadros para que a comunidade cresça, se fortalecendo”, diz Audísio Costa.

O coordenador do fórum fala ainda que as discussões que acontecerão no auditório da Biblioteca Central serão centralizadas nos desafios que a universidade deve enfrentar. “A universidade tem que integrar a atividade docente, discente e técnico-administrativa na construção de um projeto de universidade voltada para o desenvolvimento humano e social. Esse é o grande desafio, já que a ciência, em si, oferece possibilidades e usos que podem ser aplicados de variados modos. Por exemplo, na área de tecnologia, a energia nuclear pode ser atualizada para fazer os medicamentos com isótopos radioativos e, portanto, tratamentos de câncer, mas também pode ser usada para uso bélico. É preciso se indagar sempre o propósito da ciência que se faz, desse conhecimento produzido”, finaliza o diretor da ADUFEPE.

No mesmo horário do Fórum Desafios e Perspectivas para um Projeto de Universidade, vai acontecer a apresentação de artigos de opinião no Auditório Barbosa Lima Sobrinho (CFCH). Também simultaneamente, no Auditório Paulo Rosas (ADUFEPE), das 14h às 16h,  ocorre a mesa-redonda Universidade e Arte, que reunirá Analice Pilar Dutra (UFRGS) e o diretor de Cultura da UFPE, Luiz Reis (UFPE/CAC), sob a coordenação de Auta Luciana Laurentino (UFPE/CAC). Já das 16h às 18h, acontece a última mesa do dia, para discutir Universidade e Educação Básica. São esperadas a pedagoga e ex-secretária estadual de Educação do governo Arraes, Silke Weber (UFPE), e Márcia Ângela (UFPE), professora titular do programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e do curso de Pedagogia. A coordenação da mesa é da diretora da ADUFEPE Zélia Porto.

“É de extrema importância que esses debates aconteçam. Temos que debater sobre a universidade, a universidade que queremos, a universidade sintonizada com as demandas da sociedade. É uma forma de promover conhecimento. É importante discutir sobre a educação e o papel da universidade nisso”, afirma Zélia Porto.

“Considero esse evento muito importante por conta de vários fatores. Um deles é a conjuntura nacional, que começa a ficar mais clara para o País neste momento. Debater a universidade é debater a evolução cientifica e tecnológica do Brasil, portanto, é discutir questões fundamentações que poderão mudar a vida dos brasileiros, poderão trazer novas perspectivas de futuro. Assim, eu espero que o congresso proporcione um forte debate para definir os caminhos que a universidade deve seguir, no sentido de construir projetos que favoreçam a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, em especial, aqui na UFPE, da população de Pernambuco”, fala Audísio Costa, diretor da ADUFEPE.

“Espero que a mesa Universidade e Educação Básica trate da formação adequada ao nível de ensino. Que ela ofereça debates sobre os cursos de licenciatura, como eles se colocam, como se dão. Acredito que esses momentos vão tentar responder questões a exemplo de como a Universidade dará conta das áreas de ensino, como ela vai lidar com as reformas do ensino médio e como enfrentará os desafios ligados à formação para educação básica”, exemplifica Zélia, uma das coordenadoras do evento. O Congresso UFPE em Debate vai até a sexta-feira, 9 de novembro.