Seminário Paulo Freire aborda disputas do campo educacional

Evento aconteceu nos dias 15 e 16 de maio. A abertura contou com representação da ADUFEPE,

no auditório Denis Bernardes (CCSA)

Com o tema “Leituras de mundo e educação: tecendo caminhos do inédito viável”, o IX Seminário Paulo Freire e VII Encontro de Cátedras e grupos, que será realizado nos dias 15 e 16 de maio, começou nesta quarta-feira (15), no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).  A nona edição do evento acontece num momento em que o nome do patrono da educação é usado em discussões que visam diminuir sua importância política e social. “Paulo Freire construiu uma teoria educacional que tem como horizonte a emancipação das pessoas e a justiça social. O atual governo brasileiro tem um projeto de sociedade e de educação antagônicos ao que Paulo Freire defende. Por isso esse educador, respeitado e reconhecido em todo mundo pela relevância do seu pensamento discutido em suas obras, é perseguido por esse governo” disse a professora Marilia Gabriela Guedes, uma das organizadoras do seminário.

O evento teve apoio da ADUFEPE e na mesa de abertura contou com a representação do presidente da entidade, Edeson Siqueira. Em sua fala ele lembrou as mobilizações que marcam o dia 15 de maio, escolhido como Greve Nacional da Educação contra os cortes nas universidades. “Esse primeiro dia de seminário é muito simbólico. É um dia em que se projeta a maior mobilização da Educação em todo o Brasil e trabalhadores da educação, desde a infantil à superior, paralisam em defesa da Educação de qualidade”, disse o professor.

A primeira mesa de diálogo debateu “Leituras de mundo e educação: construindo o inédito viável com participação de Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Alexandre Simão de Freitas, docente do Centro de Educação (CE/UFPE). Heleno citou alguns elementos do processo de disputa na educação, entre eles, a tentativa de precarizar o que é público. “Divulga-se que a escola pública é ruim. Isso se dar com interesses privados de tornar a educação uma mercadoria”. Alexandre Freitas também apontou diversas disputas e destacou a conjuntura que propõe orientações políticas nas escolas a partir do movimento escola sem partido. “Fazer a defesa de uma escola sem partido é defender uma escola fechada ao mundo, impossibilitada de fazer leitura do próprio mundo com uma dimensão indissociavelmente pedagógica, ética, estética e política”, critica o educador.

A programação da tarde foi adiada para que os inscritos pudessem participar do grande ato na rua da Aurora em defesa da Educação.

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