Seminário alerta sobre riscos das pesquisas eleitorais e do voto eletrônico

A credibilidade das Pesquisas de intenção de votos e a segurança do voto eletrônico foram tema do seminário realizado pela ADUFEPE e pela Academia Pernambucana de Ciências (APC), na tarde desta sexta-feira (28), no auditório prof. Paulo Rosas. Os temas foram ministrados pelos professores Enivaldo Carvalho da Rocha e Ruy José Queiroz, com moderação de José Antônio Aleixo. Eles identificam falhas nos mecanismos das pesquisas e do voto eletrônico.

Coordenador do programa de Ciências políticas do CFCH, Enivaldo Rocha, alertou sobre o método utilizado pelos principais institutos brasileiros de pesquisa eleitoral. Depois de mostrar que existem formas de pesquisar em que a população é representada, Rocha afirma que o método utilizado pelo Datafolha e pelo Ibope não é correto.

A amostra coletada por essas empresas é feita por quotas, ou seja, os participantes da pesquisa são definidos de forma aleatória, e cada elemento da população tem uma chance fixa de participar. De acordo com Rocha, a pesquisa deveria ser realizada com amostragem probabilística, em que todos os elementos da população têm probabilidade científica de serem incluídos na amostra, garantindo certa representatividade para todos. Essa opção pelo método, explica a recorrência de erros nas pesquisas eleitorais. No entanto, a amostragem por quotas é adotada por ser mais barata e mais rápida.

O prof. Ruy Guerra Queiroz, do departamento de Ciência da Computação da UFPE, abordou a questão da segurança das urnas eletrônicas. Ele criticou a impossibilidade de fazer auditoria nas urnas brasileiras. “Quando você vota, quem pode garantir que não haverá adulteração?” questionou. Com base em pesquisas internacionais, Queiroz sugeriu o registro do voto também em cédulas de papel para garantir a credibilidade da eleição, diante de dúvidas.

Ele mostrou um estudo publicado recentemente sobre segurança do voto, que recomenda o uso de cédulas de papel verificáveis até 2020 e a realização de auditorias para reduzir riscos. Um segundo estudo apresentado por ele, alerta sobre o risco de invasão e adulteração de votos nas urnas eletrônicas.

 

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