Roberto Amaral inaugura IBEP Recife com palestra na ADUFEPE

O cientista político e jornalista Roberto Amaral esteve inaugurando o IBEP Recife no final da tarde desta quarta-feira (20) no auditório da Adufepe. Além de traçar um panorama dos sucessivos golpes da história do Brasil, Amaral falou sobre a soberania, especialmente do Brasil, e da importância de pensar e escrever sobre propostas de alternativas ao momento político atual. O espaço propício para elaborar tudo isso seria o IBEP Recife, primeira filial do instituto inaugurado hoje na ADUFEPE.

Roberto Amaral diz que um dos desafios da esquerda é voltar ao chão da fábrica e organizar as bases. “Não existe prática sem teoria, o objetivo do IBEP é propor que as pessoas escrevam e pensem alternativas a este momento do Brasil, pois quem conduz as massas é o intelectual orgânico, que deve pensar propostas alternativas ao regime que está posto”, disse Amaral.

O deputado estadual João Paulo esteve presente no evento da Adufepe e ressaltou a importância de grupos como o IBEP serem formados no Recife para fortalecer a luta pelo estado democrático de direito. “Especialmente num momento mais ameaçador da democracia, da perda de direitos, a UFPE inaugura um instituto que poderá ser muito significativo para que possamos resistir neste momento atual”, disse o deputado.

A ideia de ampliar o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (IBEP) é montar uma frente ampla e apartidária pela democracia, que já possui adesões na Paraíba, no Ceará e no Rio Grande do Sul. O instituto terá eixos temáticos como: soberania, religião, geopolítica internacional, trabalho, segurança, política e mídias sociais.  Roberto Amaral esteve em reunião sobre o IBEP nesta terça-feira (19) com integrantes do comitê anti-fascista da UFPE.

PALESTRA – Amaral traçou uma linha história, onde pontuou várias interpretações constitucionais nada mais foram do que regimes modificados por lei, os “chamados”  golpes, que nem sempre precisam de tanques como em 64. Citou os momentos passados por Café Filho, Juscelino Kubitheck, Tancredo Neves.

“Nós somos um país fundado no golpe do estado, nós não temos um ato fundador, por isso não temos um projeto nacional. Nas últimas eleições, nós mudamos o regime de forma legítima, sem precisar de tanques na rua. ”, disse Amaral, depois de citar que dois países possuem um projeto nacional no mundo: Estados Unidos e China.

Segundo ele enquanto as pessoas perdem tempo com as bobagens da ministra Damares, as notícias de que precisamos estar atentos, o governo federal não divulga ou a imprensa não apura, enquanto eles encaminham as propostas na surdina.

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