História Antiga em debate no auditório da ADUFEPE

Na manhã desta quinta-feira (18), o 30° Simpósio Nacional de História realizou, no auditório da ADUFEPE, a mesa de diálogos “A História Antiga no Brasil: estado atual da constituição do campo”. O evento, que tem o apoio da ADUFEPE, trouxe os pesquisadores:  Dominique Vieira Coelho (FURB), Ana Lívia Bomfim (UEMA) e Fábio Faversani (UFOP). A mesa foi coordenada pelo professor Renato Pinto do departamento de História da UFPE. Eles compartilharam o cenário das pesquisas relacionadas à História Antiga nas universidades brasileiras, apontaram críticas e soluções de uma subárea em expansão.

Dominique Vieira apresentou um panorama sobre os estudos de História Antiga no Brasil. Ele citou nomes de importantes pesquisadores da subárea (entre eles Justiniano José da Rocha) e grandes eventos que abordaram o tema. “É preciso pesquisar a temática de maneira pormenorizada. Hoje são 120 professores de História Antiga, contratados ou concursados, e há vários estudantes de pós-graduação se debruçando sobre o assunto. A produção da área é intensa e aumenta quase diariamente. Há muitos desafios a enfrentar. Diante do volume de material disponível, posso garantir que apenas começamos a conhecer um pouco mais sobre a área de História Antiga no Brasil”, afirmou o pesquisador.

Esse estado atual de constituição do campo foi abordado por Ana Lívia que colocou em xeque o ensino de História Antiga na Educação Básica. Para ela, o estranhamento da própria comunidade acadêmica com a temática provém do desconhecimento sobre a produção existente. A historiadora afirma que tal desconhecimento está centrado no Ensino da História. “O que pesquisamos chega ao Ensino Básico? Temos nos preocupado com os conteúdos?” provoca a docente. Ela acredita que os mestrados profissionais são determinantes para estreitar relações entre Educação Básica e universidade.

Já Flávio Faversani destaca que a História Antiga é jovem dentro das universidades. Até a década de 80 os estudos se limitaram às universidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul. O pesquisador, que integra o GT de História Antiga da UFOP, apontou características de organização da área em termos institucionais. “Temos pouca inserção institucional, o que leva a área a ser subvalorizada. Temos o desafio de ter mais presença no campo institucional e criar, além de uma entidade própria, uma revista da área”, sugeriu o docente.

O 30° Simpósio Nacional de História vai até amanhã (19), com uma programação intensa em toda universidade.

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