Em defesa das universidades federais

Em tempo não muito distante era comum a imprensa afirmar que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estava chegando ao Brasil para orientar como deveria funcionar nossa economia. Com isto os governos passados justificavam a privatização do nosso patrimônio. Em tempo não muito distante era comum a imprensa afirmar que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estava chegando ao Brasil para orientar como deveria funcionar nossa economia.Com isto os governos passados justificavam a privatização do nosso patrimônio.

No Governo Lula, uma de suas medidas foi pagar ao FMI, para que o Brasil tivesse autonomia administrativa e financeira sem necessitar obedecer às diretrizes exigidas pelos bancos mundiais.  Atualmente o governo Temer vem tomando como base um relatório do Banco Mundial, “Um Ajuste Justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, para orientar as medidas governamentais na área econômica.

Assim, para economizar, é preciso cortes nas despesas, em especial àquelas relacionadas com as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Propõe que o ensino nas IFES seja pago, justificando que temos mais alunos nas escolas particulares que nas públicas federais e estaduais. Ora ao mesmo tempo não diz para cortar o financiamento que o governo faz para que os alunos estudem nas escolas particulares.

E não podia, pois se assim o fizesse o governo levaria à falência do ensino superior particular e reduziria drasticamente a formação em nível superior de uma população jovem que precisa deste nível de ensino para galgar melhores condições de trabalho. Isto porque na evolução do ensino superior público, o Brasil foi muito lento em sua ampliação, só ocorrendo de melhor forma nos últimos quinze anos.

Não considera o relatório que nas instituições públicas é onde se processa a nossa maior geração de conhecimento e inovação tecnológica. É do conhecimento geral: só será desenvolvido um país cuja estrutura científica tecnológica seja capaz de atender às necessidades da nação nesta área.

Outra sugestão do referido relatório é que as aposentadorias nas IFES não sejam repostas com novos servidores, considerando que tem havido uma queda de natalidade, portanto não haverá no futuro mais necessidade destas instituições para formação de pessoal de nível superior.Ora, isto desconsidera a importância das IFES na produção científica, pois o Brasil que estava na 25ª posição de produção científica no mundo nos últimos anos passou à 13ª. Considere-se aqui que estamos na 8ª posição em relação à sua economia.

Por fim, vem a sugestão que as IFES sejam transformadas em Organizações Sociais(OS) de forma a que possa ter maior flexibilidade de conseguir recursos das empresas privadas para o seu pleno funcionamento. Observe-se que fala das empresas que normalmente estão solicitando e conquistando perdão das suas dívidas de impostos, muitos dos quais foram pagos pelos consumidores e não repassados ao governo pelas empresas.

Neste sentido, o governo vem tomando medidas desastrosas ao reduzir as verbas para funcionamento das IFES e redução de bolsas para formação especializada de brasileiros, tão importantes para o nosso desenvolvimento.

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