Desafios da Educação requerem organização política

A primeira mesa redonda do X Seminário Regional de Política e Administração da Educação do Nordeste, X Encontro Estadual de Política e Administração da Educação/PE, II Simpósio de Políticas Públicas e Gestão da Educação do Departamento de Administração Escolar e Planejamento Educacional (DAEPE/UFPE) realizada na tarde desta terça-feira (30), trouxe o tema: Desafios para Educação no Brasil pós eleições. Um assunto atual e convidativo, dois dias após o pleito que elegeu o novo presidente da república. O debate contou com as contribuições da professora Zélia Granja Porto, diretora da ADUFEPE, do Prof. Romualdo Luiz Portela, da USP e do prof. Alfredo Macedo Gomes, diretor do Centro de Educação da UFPE.

Em sua fala, Zélia Porto reforçou a importância da ação política para romper com o discurso que está sendo construído desde antes das eleições e fortalecido na atual conjuntura. “ É preciso saber quais as brechas que possibilitam fazer a ruptura epistemológica e continuar lutando”. A professora ressaltou que no contexto que se desenha pós eleições, será imprescindível perseguir as metas do Plano Nacional de Educação 2014-2024 (PNE). Como a próxima gestão será responsável por seguir com a implementação do plano, Zélia Porto acredita que a garantia dos direitos do PNE deve ser reivindicada nas lutas sociais. Entre os desafios, a sindicalista aponta a valorização do magistério e a ampliação dos investimentos em Educação pública. Ela também elencou estratégias do movimento docente, como atuar nas frentes parlamentares.

Na mesma direção, o professor Romualdo Portela levantou características que perpassaram as eleições deste ano e também apontou o fortalecimento das entidades como alternativa de resistência. Para ele, os desafios da Educação estarão relacionados a questões de gênero, a escola sem partido e às privatizações.

O prof. Alfredo Gomes apontou como desafios, a restituição da política como espaço para enfrentar preconceitos; a proteção da esfera pública e da liberdade; a garantia da educação como direito social e a defesa da autonomia universitária.

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