Centrais fazem manifestações contra reformas

As principais entidades representativas dos trabalhadores, entre elas a ADUFEPE, promoveram na manhã do dia 10 de novembro uma grande assembleia em repúdio à implantação da nova legislação trabalhista, que entrou em vigor no dia 11/11. O Dia Nacional da Paralisação aconteceu em várias capitais, com início às 9h30, reunindo diversas categorias dos setores público e privado.

No Recife, a concentração ocorreu na Praça da Democracia Derby, seguida de caminhada até o prédio do Ministério do Trabalho, na Avenida Agamenon Magalhães, área central da capital pernambucana. Durante a passeata, sob sol escaldante, os manifestantes gritaram Fora Temer. O protesto foi convocado pela CUT-PE, as demais centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Milhares de pessoas, entre elas servidores públicos, professores, petroleiros, enfermeiros, policiais federais ganharam as ruas com camisetas vermelhas, cartazes, faixas, carro de som e boneca gigante. No trajeto, servidores do estado realizaram o enterro simbólico do governador Paulo Câmara. O ato, contra as “antirreformas do Governo Temer”, foi acompanhado por policiais militares e encerrado no início da tarde, de forma tranquila.

Para o presidente da CUT, Carlos Veras, a manifestação teve o objetivo de ampliar a mobilização contra a aprovação da Reforma da Previdência, as privatizações e a emenda constitucional 95. “Este dia é importante para elevarmos o patamar de luta. Temos que reagir com a participação de todas as categorias e movimentos sociais, que estão contra a retirada de direitos”, conclamou

Ataque ao funcionalismo público – Durante o evento, a ADUFEPE distribuiu nota de repúdio contra a aprovação dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que comprometem gestões e gerações futuras. Ele lembrou os diversos ataques que os servidores vêm sofrendo como o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a recém Medida Provisória 805, que, entre outras mudanças, adia para 2019 os reajustes negociais com diversas categoriais de servidores e posterga, inclusive as modificações nas tabelas remuneratórias da carreira do professor federal, previstas para agosto de 2018.

Estas tabelas são frutos da Lei 12.772/2012, modificadas pela Lei 13.325/2016. Além disso, a MP também eleva a contribuição previdenciária, de 11% para 14%, sobre a parcela do salário que exceder R$ 5.531,31 (teto que é pago pelo Regime Geral, a cargo do INSS). “Especialmente nós, os servidores públicos, temos que ir para a rua. Precisamos defender as políticas públicas, a nossa carreira e os direitos sociais”, destacou Augusto Barreto.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *