Campus Recife encerra ciclo de reuniões sobre o Future-se

Amplamente debatido nos três campi da UFPE, o projeto Future-se agora vai para pauta da assembleia unificada, no próximo dia 28 de agosto, às 9h.

A última reunião aberta sobre o projeto Future-se do Ministério da Educação (MEC) foi realizada no Clube Universitário, do Campus Recife, na UFPE. Organizado pela reitoria da UFPE e pela ADUFEPE, o evento teve a participação de cerca de 150 pessoas compostas por estudantes, docentes e técnico-administrativos, com o apoio do Sintufepe e da UNE,

Além do reitor da UFPE, Anísio Brasileiro e do pró-reitor de Planejamento, Thiago Neves, estiveram presentes na mesa, o diretor da ADUFEPE (Associação de Docentes da UFPE), Audisio Costa, professor Maurício Assuero, secretário da FADE ( Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE), a diretora de cultura da UNE, Manoela Mirela, Paulo (Sintufepe), Fernando da FASUBRA.

Durante o debate, a opinião unânime, principalmente dos estudantes que pediram a palavra, foi de que é preciso negar o projeto que pretende destruir a autonomia universitária e o caráter público das instituições federais. Por isso, o comando unificado da universidade propôs uma assembleia integrada para a próxima semana, dia 28 de agosto, onde será finalmente deliberada a pauta de adesão ou não ao projeto do MEC pela UFPE.

O diretor Audisio Costa citou o Ponte para o Futuro, e mostrou a semelhança dos projetos do Temer em comparação com o Future-se. “Foi um dos motivos do impeachment da presidenta,  o fato de Dilma ter negado este projeto também privatista implementado por Temer”, disse Audisio, que ao final fez uma votação simbólica onde todo o clube levantou as mãos contra o projeto do MEC.

O pró-reitor disse que desde maio quando souberam foram obrigados a deixar de executar 12 milhões para serviços, equipamentos e necessidades dos cursos de graduação e pós. “para se ter uma ideia foram bloqueados de custeio 50 milhões de reais e um corte de 40% do funcionamento”, disse Neves, e reforçou que a partir de setembro a UFPE só dispõe de 2,3 milhões, o equivalente a uma conta de energia.

O consenso da reunião foi de que a comunidade acadêmica é contrária ao projeto future-se e aos cortes que a UFPE vem sofrendo pelo Governo Federal. O reitor Anísio Brasileiro lembrou que eles recolheram percepções de professores e estudantes sobre o projeto do Ministério da Educação nos três campi: Caruaru, Vitória e Recife. Confira a cobertura completa do interior no site e o debate do Recife na íntegra na página do Facebook, com a TV ADUFEPE

O objetivo é levar estas demandas para a pauta do próximo conselho universitário, afinal segundo o reitor ao todo são 17 legislações federais modificadas, incluindo o art 207 da Constituição até a LDB. “A diretoria da Andifes foi apenas convidada para conhecer o projeto em uma coletiva do MEC e dois dias depois foi disponibilizada a lei. O projeto não deixa claro vários pontos cruciais, além de transferir a gestão para Organização Social e o financiamento privado dos três pilares do ensino, da pesquisa e da extensão”, lembrou o reitor Anísio, que lembrou do apoio a técnicos e terceirizados.

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