Descontração e alegria na Confraternização da ADUFEPE 2019

Com muita música, sorrisos e alegria, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco reuniu associados, parceiros, funcionários e colaboradores na Confraternização 2019. A festa agregou aproximadamente 800 pessoas na casa de recepções Rose Beltrão, no bairro de Apipucos, no Recife. A animação ficou por conta da Orquestra Universal e da banda Bolsa de Madame.

“É com muito prazer que finalizamos 2019 com a nossa confraternização para renovar as energias e enfrentar as propostas do governo que tentam enfraquecer a universidade pública. Conseguimos muitas conquistas graças a mobilização de professores, estudantes e da comunidade científica. Dentre elas, podemos citar o freio no Future-se, a recomposição orçamentária e também a derrubada dos cortes das bolsas de CNPq e Capes. Fazemos nosso movimento de resistência e propositivo para aproximar a sociedade civil da nossa luta. Vamos contra essa afronta que está sendo gestada para defender o maior instrumento de desenvolvimento da nação soberana, a universidade pública. Nossa confraternização é mais que uma festa, é um momento de reflexão sobre nossa caminhada”, pontuou o presidente da ADUFEPE, professor Edeson Siqueira.

E a força política da entidade foi ressaltada pelo novo reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes. “É um momento difícil para todos. Mas com dois meses de gestão foi feito um amplo diálogo com a comunidade e demos continuidade às ações em andamento. Sabemos que a ADUFEPE é uma grande instituição na defesa da universidade e dos trabalhadores e é muito bom participar da festa e rever os amigos”.

Na avaliação do diretor Audisio Costa, o ano foi muito difícil para a classe trabalhadora, em especial para o servidor público. “Tivemos muitos embates, como o congelamento dos investimentos na educação, saúde e pesquisa. Os professores foram às ruas para lutar. A ADUFEPE foi protagonista na articulação e fortalecimento da causa para construir com a sociedade e demais sindicatos a defesa unificada da universidade pública, gratuita e de qualidade”, destacou.

O salão fervia com muito forró e sertanejo que integrou gerações de professores, conselheiros e diretores da Associação. “Esse momento é importante pela confraternização entre os docentes”, disse o ex-presidente da Adufepe Augusto Barreto.

“As festas são muito importantes para a categoria docente, pois possibilitam o encontro de pessoas. Quando fui presidente, tirei a confraternização do campus. Tem gente que se vê uma vez por ano e todos se reúnem aqui. Nesse governo tão difícil para a educação e para a universidade pública, é essencial se pegar nos detalhes para articular uma maior resistência”, avaliou o professor Jaime Mendonça, que foi presidente do sindicato de 1996 a 1998 e de 2009 a 2012.

Nas palavras da professora Helena Padilha, do Departamento de Serviço Social, a festa estava irretocável. “Maravilhosa! A confraternização teve uma grande adesão, principalmente dos professores jovens. A diretoria está de parabéns pela festa e pela atuação”, exclamou.

“Você consegue trazer um conjunto de pessoas e até mesmo aposentados, que normalmente não vão à ADUFEPE, o que é excelente para mostrar o que está acontecendo e criar uma frente única e forte”, destacou o professor e conselheiro Guilherme Varela. Representando o Centro Acadêmico do Agreste, o professor Dilson Cavalcanti salientou a importância da interiorização. “Essa festa é o momento de celebrar e contemplar a união entre os professores. Foi espetacular”, comemorou.

Pensando nos próximos eventos, o professor Florival Carvalho, do Departamento de Engenharia Química, não perdeu a oportunidade de fazer uma sugestão bem regional. “Qual o ritmo que melhor representa nosso estado? Nas próximas, tem que ter sanfoneiro, zabumba e triângulo”, brincou.

Na perspectiva de 2020, o professor Wellington Pinheiro comentou sobre a importância da festa. Para ele, “a atuação da ADUFEPE faz toda a diferença, principalmente na articulação nacional com o Observatório do Conhecimento, junto ao Proifes-Federação e no Congresso Nacional. A Associação faz uma política comprometida e com o pé no chão diante das necessidades dos servidores. Esperamos que no próximo ano as ações sejam ampliadas”.

A professora aposentada Marta Teodósio, de Medicina Clínica, entende a representatividade e consequente força de articulação da entidade, mas sente falta de engajamento dos docentes. “Reconheço que a gestão veio para unir, mas agora o que é preciso é haver mais participação”, conclamou.

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