ADUFEPE repudia ataques à democracia e se manifesta contra cassação de aposentadoria de professor da UFBA

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco – articulada a outras entidades sindicais do país e em defesa da democracia – repudia a perseguição injustificável travada contra o professor José Sérgio Gabrielli, da Universidade Federal da Bahia, e ex-presidente da Petrobras. Após 36 anos de dedicação à instituição, o docente teve sua aposentadoria cassada pelo Governo Bolsonaro. Nessa quarta-feira (22), um ato em defesa de Gabrielli aconteceu no Salão Nobre da Reitoria da UFBA. O presidente da ADUFEPE, professor Edeson Siqueira, participou da mobilização em solidariedade ao educador e pelo fim dos ataques do Governo Federal à educação.

“O que aconteceu com o professor Gabrielli é um absurdo. Ele teve seus direitos violados. Não podemos aceitar esse tipo de postura da autoridade máxima do país. Hoje, aconteceu com ele. Amanhã pode ser com qualquer um de nós. Não podemos nos calar diante de tamanha afronta aos nossos colegas”, ponderou Edeson Siqueira. “Nesse sentido, nos colocamos ao lado dos amigos do Sindicato dos Professores da UFBA na defesa da autonomia universitária e da democracia. Nos solidarizamos e fortalecemos essa luta por respeito, melhores condições de trabalho e uma educação pública, gratuita e de qualidade. Como sindicato autuante, independente e alinhado com os outros movimentos insurgentes do país, não poderíamos nos calar”, declarou o presidente da ADUFEPE.

O movimento endossado nacionalmente foi organizado pelo Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino do Estado da Bahia (Apub) e pelo Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro). Além das entidades sindicais, também teve a participação de Guilherme Estrella, considerado o Pai do Pré-Sal.

Cassação ultrapassa os limites da democracia e escancara autoritarismo do Governo Federal

O professor Gabrielli teve sua aposentadoria cassada pela Controladoria-Geral da União (CGU). A cassação foi suspensa por decisão liminar (provisória) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o mérito da causa ainda não foi julgado.
A cassação aconteceu em dezembro e foi publicada no Diário Oficial da União como medida disciplinar por supostas infrações cometidas durante a sua gestão como presidente da Petrobrás, cargo que ocupou entre 2005 e 2012. No entanto, a aposentadoria cassada é relativa à atuação de Gabrielli como servidor público docente da UFBA.

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