ADUFEPE repudia aprovação Reforma da Previdência

Nesta quarta-feira (10), na Câmara Federal, tivemos uma aprovação expressiva do texto-base da reforma da Previdência. E, no geral, a expectativa é de que o processo siga avançando nas próximas votações – após aprovação no primeiro turno. Uma baixa inegável na história trabalhista nacional. Mais do que isso: estamos vivendo um grave processo de redução (e destruição) do Estado. O direito à aposentadoria torna-se, pouco a pouco, uma realidade distante para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

“Ela consolida o fim do sistema de seguridade social, conquistado na Constituição Cidadã, de 1988. Primeiro veio a reforma trabalhista e agora a da previdência impondo tantos obstáculos que se torna quase impossível um trabalhador se aposentar. Mantém o precipício de alguns poucos, e ampliou o abismo que separa os trabalhadores de baixa renda. Não considera que profissionais da saúde e educação necessitam de condições especiais, tendo em vista a realidade dos seus postos de trabalho”, explica Edeson Siqueira, presidente da ADUFEPE.

Neste contexto, a categoria docente é uma das mais prejudicadas pela reforma. Além do governo, paralelamente, reduzir os incetivos a pesquisa universitária. Suas restrições condicionam uma idade mínima de 60 anos para homens e mulheres, com tempo de contribuição de 30 anos, para ambos os sexos. Reflete um ponto de vista errôneo de supostos privilégios a classe docente, além de enfraquecer o setor da educação pública do país como um todo. É um ataque aos trabalhadores e trabalhadores em sentido amplo. “Não dá para imaginar um professor ou uma professora com 65 ou 70 anos ministrando aulas na educação básica. Ou um profissional da área de saúde com essa idade num plantão de 24h, por exemplo. Isso implicará no afastamento de vários profissionais por ausência de condição física e mental para exercerem suas atividades”, pontua Siqueira.

A ADUFEPE repudia estes ataques. E considera que as bandeiras de luta por uma universidade pública, laica e de qualidade devem ser enfatizadas – seja defendendo a pesquisa, os estudantes e os direitos dos professores e professoras. Nesse sentido, o sindicato se põe em posição de luta – com o PROIFES-Federação e outras entidades contrárias a reforma – para lutar em prol de uma educação pública autônoma.

UNE – Paralelo a isso, estudantes de todo o Brasil se encontraram no 57º Congresso da UNE, com participação dos estudantes da UFPE, que tiveram apoio no deslocamento com um dos ônibus cedidos pela ADUFEPE. Presente na abertura do congresso, no dia 10 de julho, e ao lado do movimento estudantil e entidades sindicais na manifestação contra a Reforma da Previdência realizada no anexo 2, em frente ao acesso da Câmara dos Deputados. Ao lado do secretário internacional do CTB, Nivaldo Santana, e do presidente do Proifes – Federação Nilton Brandão, Edeson representou a ADUFEPE no ato de desmonte da seguridade social, em Brasília, onde esteve ainda com Rui Rocha, diretor da ADURN e o candidato à presidência da Une, Iago Montalvão.

 

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