ADUFEPE contra privatização: a CHESF é Nossa

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) é uma das mais rentáveis empresa pública geradora de energia no país. Situada no Nordeste brasileiro representa um orgulho para todos os nordestinos, até porque foi a partir da geração hidrelétrica, uma usina com potência de 1.500 HP (1913), na queda de Angiquinho, uma cachoeira em Paulo Afonso, ideia do brasileiro, nordestino e nacionalista Delmiro Gouveia que desencadeou a grande produção desta forma de geração de energia no Brasil.

Observe-se que pelo seu ímpeto nacionalista e industrial para a época, há suspeita que entre os que provocaram seu assassinato está o grupo escocês Marchine Cotton, a quem se negou a vender sua fábrica de linhas que concorria com a da empresa escocesa na América Latina. Após sua morte a empresa comprou a fábrica e a destruiu, desempregando todos os seus funcionários. O que geralmente ocorre também com as privatizações.

O rio São Francisco representa um grande patrimônio para os nordestinos, além de sua elevada capacidade de geração de energia sua água é importante para atender a necessidade deste líquido para milhões de brasileiros, em especial nordestino. Atualmente com a transposição, apesar de todas as críticas que se possa ter, é sem dúvida um grande acontecimento para amenizar a carência de água para milhões de nordestinos. Tem-se que considerar que esta água é utilizada para atender as irrigações no vale do São Francisco, cuja produção de frutas, entre elas de uva, representa um dos mais importantes elementos de desenvolvimento econômico da região. A produção de uva leva a Pernambuco ser atualmente um grande produtor de vinhos.

Nesta perspectiva, entendemos que é um golpe contra o Nordeste e o Brasil a privatização de uma empresa estatal, altamente rentável, que tem se voltado para a geração de energia limpa, não só da forma hidrelétrica, mas também de natureza eólica e solar. Atualmente, a CHESF participa de vários empreendimentos com empresas privadas para geração de energia eólica, geralmente com 49% das ações e como tal perde o poder de mando. Mas  é esta associação, que leva, pelo crédito que tem a CHESF, a aquisição de empréstimo bancários para desenvolver estes empreendimentos de geração de energia limpa. Também participa como sócia nas hidroelétricas do Norte. Logo, a privatização da CHESF terá uma repercussão negativa para o desenvolvimento futuro da região e do Brasil.

Dada a importância da energia elétrica para estabilidade econômica quase todos os países do mundo, inclusive os Estados Unidos, mantêm suas hidroelétricas de forma estatal, única forma de controle de tão importante serviço público.

POR ISTO É DEVER DE TODO NORDESTINO LUTAR INCESSANTEMENTE CONTRA ESTE ATAQUE À NOSSA REGIÃO DIZENDO NÃO À PRIVATIZAÇÃO DESTE GRANDE PATRIMÔNIO DE NOSSO POVO. A CHESF É NOSSA!

Diretoria da ADUFEPE

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