Sul América Migração/MEC anuncia reajuste de 25,50%

Após cobrança do GT de aposentados da ADUFEPE e novas negociações entre a Bertier Corretora, Aliança Seguradora e PROGEPE-UFPE, a Sul América anunciou um percentual de 25,50% para os assegurados da apólice 36021. De acordo com a seguradora, com base em levantamento sobre os custos do grupo, esse percentual é o mínimo possível. “ Com o índice de sinistro no patamar muito superior ao acordado entre o MEC e a Sul América, o percentual de reajuste financeiro necessário para estabilizar o contrato seria de 33,73%, como informado anteriormente pela Aliança, porém, após várias negociações, objetivando reduzir o impacto financeiro, o percentual proposto para a apólice de Migração/MEC, foi reduzido e estabilizado em 25,5%, aplicado a partir de dezembro de 2017”.

Para o prof. Guilherme Varela, do GT de aposentados, o reajuste ainda é alto, mas foi o possível de se conseguir administrativamente. “Por outro lado, o assegurado que sentir-se lesado pode comparecer a ADUFEPE para conversar com os advogados da área Cível”, orienta o professor.

Reunião

No dia 20 de dezembro, a ADUFEPE realizou em seu auditório uma reunião com o tema Planos de Saúde. O encontro visava o esclarecimento sobre o reajuste anunciado pela Sul América e além da participação do presidente da ADUFEPE, Augusto Barreto e do integrante do GT de Aposentados, Guilherme Varela também recebeu Roseane Bertier, representando a seguradora Bertier/Aliança e Rosana Wanderley, representando a PROGEPE-UFPE.

A reunião foi convocada devido a repercussão do aumento de 33% anunciado em outubro para conveniados da Sul América assegurados da Apólice do MEC com a ALIANÇA em nível nacional e vinculada a UFPE.  Para alguns docentes, esse aumento significava um acréscimo de R$ 900.

A representante das seguradoras explicou os cálculos realizados para chegar ao percentual de reajuste atual. Segundo ela, o objetivo do reajuste é o reequilíbrio financeiro do contrato devido aos impactos inflacionários dos custos médicos. A inflação médica considera o aumento dos custos gerados pelas novas tecnologias, demandas regulatórias, doenças profissionais e a expectativa de vida dos segurados. Já a represente da UFPE explicou os esforços da instituição para redução do impacto financeiro. “Pedimos a aplicação de um reajuste de 19% mas não foi possível”, disse Rossana. A seguradora devolverá aos participantes os valores já pagos que excedem o reajuste de dezembro.

O professor Guilherme Varela sugeriu a criação de um grupo de acompanhamento dos planos de saúde na ADUFEPE, formado por assegurados, reitoria UFPE e Corretora Bertier. O objetivo será acompanhar e analisar mensalmente os dados das sinistralidades dos planos de saúde ligados a UFPE, visando garantir aos assegurados conhecimento sobre os percentuais anuais de aumento e discutir medidas para reduzi-los. “Não há condições de continuar num plano com 25% de aumento, quando os docentes das federais não tiveram reajuste em 2017”. Ele também salientou que a participação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é fundamental.

Para o prof. Augusto Barreto, o acompanhamento de assuntos como esse é uma das funções da ADUFEPE. “Defenderemos os docentes em tudo que for interesse da categoria e a questão dos planos de saúde hoje precisa ser assistida e modificada”.

 

 

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